A visita diplomática também contou com a participação de uma comitiva do consulado.

Na última quinta-feira (11/11), o Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI) recebeu a visita do embaixador dos Países Baixos André Driessen, que veio acompanhado da cônsul geral de São Paulo, Henriette Bersee; e dos conselheiros para Inovação, Ciência e Tecnologia: Robert Thijssen e Ernst-Jan Bakker. A reunião contou ainda com a participação de executivos da Shell no Brasil: Olivier Wambersie, diretor de Tecnologia; Alexandre Breda, responsável pela área de P&D; e Julia Vianna, gerente de Assuntos Institucionais.

O professor Julio Meneghini, que estava em Glasglow (Escócia) na COP26, deu as boas-vindas aos visitantes e participou da reunião por videoconferência. Em seguida, Olivier Wambersie apresentou as principais metas de entregas de tecnologia no Brasil com foco na transição energética. Segundo ele, a Shell irá investir no Brasil de US$ 300 a 500 milhões em P&D nos próximos cinco anos em parceria com 15 universidades e instituições, entre elas o RCGI. “O objetivo é desenvolver tecnologias diferenciadas e acessíveis através da inovação aberta para entregar soluções energéticas limpas”, disse.

Alexandre Breda exemplificou duas delas, a exemplo do hidrogênio verde produzido a partir do etanol. Além de abrir um novo mercado para o etanol, células de combustível com hidrogênio verde poderiam resultar em veículos com a menor pegada de carbono.

O professor Bruno Carmo, vice-diretor científico do RCGI, fez uma apresentação do centro, do seu foco em soluções voltadas para a transição energética, e deu informações mais detalhadas sobre os cinco novos programas de pesquisa: NBS (Nature Based Solutions); CCU (Carbon Capture and Utilization); BECCS (Bioenergy with Carbon Capture and Storage); GHG (Greenhouse Gases) e Advocacy.

Na sequência o professor Caetano Miranda, diretor de Difusão do Conhecimento e Comunicação do centro, falou sobre o projeto SciArt, que, quando implantado, utilizará diversas tecnologias, como a imersiva, para promover a difusão do conhecimento. A ideia é que o projeto também seja uma plataforma para alavancar startups voltadas para conteúdo educacional, games etc.

O professor Gustavo Assi, diretor de Inovação e Transferência de Tecnologia do centro, reforçou a importância de ter a Shell como financiadora do RCGI. “Nós, da academia, somos eficientes quando se trata de pegar uma questão [desafio] e transformá-la em paper [conhecimento científico]; mesmo com limitações, sabemos transformar esse conhecimento em produto, mas o mesmo não ocorre quando se trata de fazer do produto um negócio”, disse. Ou seja, a relação com a Shell fortalece esses dois últimos aspectos no RCGI, induz à transferência da tecnologia para o setor produtivo, e estimula parcerias.