Bases para cooperação foram fincadas em viagem recente de um grupo de professores para a Europa.

Uma delegação de pesquisadores do FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) voltou recentemente de uma viagem pela Europa, onde foram discutidas novas parcerias e colaborações em projetos de pesquisa. A equipe – composta pelos professores Júlio Meneghini, diretor científico do RCGI, Claudio Oller e Celma de Oliveira Ribeiro, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP); Edmilson Moutinho, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE); e pela consultora Karen Mascarenhas – visitou diferentes instituições em três países.

“Na primeira parte fizemos reuniões técnicas com o Sustainable Gas Institute (SGI), do Imperial College, no Reino Unido. Estamos em contato com o Imperial para colaborarmos na preparação de uma proposta que atenda ao edital recentemente lançado pela Fapesp para a criação de um centro de pesquisa sobre novas energias.  A ideia é colaborar com a experiência e o know how que tivemos na concepção do RCGI”, diz Meneghini.

Na segunda parte da viagem, o grupo participou de um encontro de experts em gás na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra. “Ali eu vi claramente que existe uma convergência de ações desse grupo de experts em gás com os grupos de especialistas sobre energia limpa originária de combustíveis fósseis e sobre energias renováveis. Os grupos são independentes, mas as próximas ações se projetam no sentido de que haja convergência entre eles. Um exemplo: a produção de energia elétrica limpa a partir do gás natural, com o uso de Carbon Capture and Storage (CCS). Ou seja: por meio de um combustível fóssil, é possível gerar energia limpa.”

A jornada foi encerrada com uma visita de Meneghini e Moutinho ao Instituto Francês do Petróleo e de Novas Energias (IFPEN). “Estamos estudando eventuais formas de colaboração em pesquisa com esse instituto, principalmente na área de combustão e novas energias. E também procurando negociar uma parceria a empresa francesa Total, que é parceira da Shell e da Petrobrás, tendo produção conjunta no pré-sal”, revela o diretor científico.