Projeto quer qualificar o uso de energia no setor industrial, levantando as possibilidades de uso do gás natural. Primeiros resultados saem em 2017.

Identificar políticas industriais e estratégias que levem ao desenvolvimento de mercados convencionais e não convencionais de gás natural no setor industrial, além de levantar e analisar argumentos sobre as vantagens e a eficiência do uso do gás natural na indústria: estes são os principais  objetivos do projeto Producing Benchmark Studies about Natural GasEfficient Uses in the Industrial Sector, coordenado pelo professor Murilo Tadeu Werneck Fagá, do Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE-USP). A iniciativa faz parte da carteira de projetos do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural (Research Centre for Gas Innovation” – RCGI na sigla em inglês) e tem duração inicial de cinco anos.

Pretende-se produzir estudos de referência sobre utilização do gás natural e as respectivas políticas e ferramentas de regulação, que podem melhorar a sua acessibilidade e promover seu uso na indústria nacional. A primeira etapa do projeto, que deverá estar finalizada até meados de 2017, vai levantar as potencialidades dos setores industriais.

“Queremos saber não somente o quanto a indústria utiliza de energia, mas para que se usa essa energia”, adianta Fagá. A segunda etapa é a abordagem do ponto de vista da gestão: entender o que motiva o comportamento atual no País relativo ao uso de energia. O resultado final será um grande relatório qualificando o uso de energia no setor industrial e levantando as múltiplas possibilidades de uso do gás natural e suas vantagens, sobretudo em substituição à energia elétrica, cuja oferta é cada vez mais problemática.

“Serão produzidos indicadores que representem classificações objetivas para as possibilidades de uso do gás na indústria, partindo de um diagnóstico acerca do que o Brasil consome em sua indústria (em termos energéticos) e do que poderia consumir, e que vantagens essas novas práticas trariam, sob diversos pontos de vista: recursos naturais, impactos ambientais, custos operacionais e produtividade.”

Além do professor Fagá, a equipe conta com os pesquisadores Alberto Fossa e Alexandre Gallo, engenheiros e pesquisadores do IEE, e ainda com a colaboração acadêmica de Edmilson Moutinho, também do IEE.