Diretor do Programa: Emílio Carlos Nelli Silva – Lattes

Vice-diretor: Guenther Carlos Krieger Filho – Lattes

Quanto de fato o Brasil emite de gases de efeito estufa (GEEs)? E quanto é capturado? Essas são as perguntas que o programa de pesquisa Greenhouse Gases (GHG) pretende responder.

 

Uma das vantagens de quantificar exatamente a redução de emissão de CO2 em determinados processos é obter créditos de carbono mais precisos e confiáveis. Um crédito de carbono representa uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida para a atmosfera. Se uma empresa demonstra o quanto está reduzindo de emissão, isso é precificado e convertido em créditos de carbono, que podem ser negociados no mercado internacional.

 

A pesquisa pretende quantificar as fontes e sumidouros de gases de efeito estufa e estudar os processos que controlam os fluxos de gases de efeito estufa (GEE) na Amazônia – GEE-AMAZÔNIA.

 

Temperatura, radiação solar, cobertura de nuvens, vapor d’água, meteorologia em larga escala e impactos humanos são os principais responsáveis ​​pelas mudanças dos fluxos de GEE na Amazônia. É essencial que possamos compreender a relação não-linear e complexa entre essas variáveis.

 

Também visa desenvolver métodos algoritmos de análise de dados baseados em modelos estatísticos e de Inteligência Artificial acoplados a um  Sistema de Informação e de Serviço – modelado na nuvem – que pode ser integrado com métodos automatizados de coleta de dados.

 

Outra meta desta frente de pesquisa é desenvolver novas tecnologias para reduzir a emissão de GEEs em determinados processos. Um dos projetos busca criar juntas de vedação de labirinto inteligentes para conter o vazamento de gás em máquinas pneumáticas.

 

Essas máquinas usam ar comprimido para obter energia e pode ocorrer vazamento de CO2 e metano. As juntas disponíveis atualmente não são capazes de conter totalmente o gás. Esse vazamento é considerado pequeno, mas se pensarmos que existem milhares dessas máquinas no mundo, nós temos um vazamento considerável de gases de efeito estufa.

 

O terceiro subprograma, sobre captura de CO2, envolve a utilização de compressores centrífugos e processos para separar o CO2 de misturas gasosas. Um dos métodos de separação que será estudado é o separador supersônico, projetado pelo RCGI em 2017. Nele, o gás é injetado em alta pressão e depois ganha energia de velocidade, expandindo-se. Isso provoca a queda da temperatura e a condensação do CO2.