A revista Greenhouse Gases Science and Technology anunciou que o artigo “Potential of storing gas with CO2 content in salt caverns built in ultra-deep water in Brazil” foi um dos mais lidos da revista entre 2018 e 2019. Entre o grupo de autores estão pesquisadores e executivos do RCGI, como Alvaro Maia da Costa, Julio Meneghini, Kazuo Nishimoto e Alexandre Breda.

O artigo versa sobre o desafio que requer o armazenamento de gás natural com alto teor de CO2 no mar em águas ultraprofundas (2140 m) em cavernas de sal, identificadas como uma das melhores opções para o armazenamento subterrâneo de gases devido às excelentes capacidades de vedação da rocha de sal e às interessantes propriedades mecânicas, como a autocura quando danificada ou rachada.

Aborda, ainda, o ambiente brasileiro de águas profundas do pré-sal, no qual é possível construir cavernas de sal para armazenamento de gás. No entanto, a geologia peculiar da província brasileira considerada aqui é caracterizada pela estratificação de espessas camadas de halita com intercalações de rocha salina de carnalita e taquidrita, cuja taxa de deformação por fluência é quase duas ordens de magnitude maior que a taxa de deformação por halita nas mesmas condições de temperatura e pressão.

Segundo o texto, a mecânica computacional está sendo usada para o projeto de cavernas de sal offshore abertas pela mineração de dissolução para o armazenamento de gás natural.

Se for provada a viabilidade econômica, esta estação de armazenamento de gás offshore será a primeira deste tipo no mundo.

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