Nota na coluna Mercado Aberto alerta para necessidade de encontrar um destino para o gás natural do pré-sal.

Nesta terça-feira (22/5), a jornalista Maria Cristina Frias deu uma nota sobre gás em sua coluna Mercado Aberto, do site UOL. Na nota, ela afirma que a extração de petróleo dos campos do pré-sal pode diminuir de ritmo caso não se consiga aproveitar o gás natural associado aos poços e que ocorre em grande quantidade. Segundo a nota, projeções da indústria petroleira apontam que o problema pode se agravar a partir de 2023, sendo preciso formular um plano para dar vazão ao gás do pré-sal. Veja aqui a íntegra da nota: https://bit.ly/2KHQJZ2

O diretor científico do FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI), Júlio Meneghini, lembra que entre os 45 projetos da carteira do RCGI (acesse-os aqui) há vários com potencial para solucionar o dilema apontado pela jornalista. “As cavernas de sal para armazenamento e separação de CO2 e CH4, ideia e patente concebidas no âmbito do RCGI, podem ser uma solução para o problema apresentado pelo jornal, por exemplo”, afirma.

Ele se refere a uma tecnologia que vem sendo estudada pelo RCGI e que consiste em cavar grandes cavernas na camada de sal que antecede os reservatórios do pré-sal para, ali, estocar CO2, e também CH4 (principal componente do gás natural). A tecnologia de cavernas já é usada em outros países, como os EUA, para estocagem de gás natural e de petróleo.

Criado há cerca de dois anos, o RCGI é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Atualmente, tem um portfólio com 45 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas Energéticas e Economia; e Abatimento de CO2. É um dos principais centros de pesquisa apoiados pela SHELL no mundo.