Além de diversos eventos e visitas, portfólio da instituição ganhou 16 novos projetos, todos focados em captura e armazenamento de carbono (CCS)

Uma extensa pauta de atividades marcou o Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) em 2017. Além de inserir novos projetos em sua carteira, o RCGI organizou workshops, visitas, palestras e outros eventos. Os pesquisadores publicaram em revistas científicas, participaram de conferências e encaminharam três patentes, já em processo de depósito – resultado direto das pesquisas desenvolvidas pelos cientistas que fazem parte do Centro.

Ao longo do ano foram organizados seis workshops, entre os quais se destaca o “Workshop sobre tecnologias de captura, estocagem e utilização de CO2 em diferentes formações”, realizado no auditório do Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE/USP), em novembro. As palestras abordaram temas como armazenamento de CO2 em reservatórios não convencionais no Brasil; questões econômicas e políticas do armazenamento de CO2; nanotecnologia computacional aplicada à indústria de petróleo e gás; e injeção de CO2 para produção de metano em camadas de carvão.

O RCGI recebeu, ainda, sete visitas de representantes de instituições de pesquisa e de governos de outros países à sus sede, entre as quais vale ressaltar a do embaixador da Holanda no Brasil, Han Peters, e a do embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, ambas ocorridas em dezembro.

Em conjunto com o Sustainable Gas Institute (SGI) – instituição “irmã” do RCGI com sede no Imperial College London – foi realizada a Sustainable Gas Research & Innovation Conference 2017, em setembro. A conferência contou com a presença de mais de uma dezena de pesquisadores estrangeiros e de toda a equipe do RCGI, além de representantes do governo, empresas, agências de fomento e diversas instituições de pesquisa.

Ao longo do ano, pesquisadores do RCGI também participaram de eventos internacionais de grande porte, como a International Gas Union Research Conference (IGRC), que aconteceu em maio, no Rio de Janeiro.

Projetos novos – Em 2017, o RCGI acrescentou ao seu portfólio 16 novos projetos em um novo programa, dedicado a abatimento de CO2. “Com esse novo programa, aos atuais 150 pesquisadores do RCGI se juntaram mais cem, entre professores, pós docs, doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica”, resumiu Julio Meneghini, diretor científico do RCGI. Ele destaca a importância da CCS (Carbon Capture and Storage) para que o mundo consiga alcançar as metas de redução de emissões estipuladas em 2015 em Paris, na COP 21. “O petróleo, o gás natural e o carvão perfazem, respectivamente, 31,1%, 21,4% e 28,9% da matriz energética mundial. Mesmo que quintuplicássemos o uso de biocombustíveis, isso não seria suficiente para cumprir as metas climáticas acordadas. Por isso, as tecnologias de CCS são tão importantes.”

Publicações e mídia – Desde a criação do RCGI foram publicados aproximadamente 48 artigos em periódicos científicos diversos. O RCGI também vem obtendo cada vez mais espaço na mídia. Já foi objeto de mais de uma centena de notícias na imprensa – fruto de um trabalho de divulgação feito com todos os projetos dos três programas existentes até o ano passado.